Marcos Aurelio

Olá, sou Marcos Aurélio e trabalho com ilustração profissional desde 1991!

+55 11 972945255
contato@marcosaurelio.art.br

Assinar a Newsletter

Digite seu endereço de e-mail para receber notificações de novas publicações por e-mail.

Evoluindo com a minha Popart

Evoluindo com a minha Popart

Em 2007 tive uma idéia muito interessante.

Um cliente havia me pedido uma arte final, digital vetorial ecom cores chapadas para ser impresso em um adesivo que por sua vez seria fixado sobre uma superfície de vidro para simular um vitral.

Achei sensacional esse conceito de produzir um vitral a partir de uma arte digital. Foi então que comecei a rabiscar ideias que envolviam as referências visuais dos quadrinhos, do grafite, dos desenhos animados de Hanna-Barbera  e por fim dos vitrais. Ah, também havia meu interesse no aspecto visual dos mosaicos.

“Tubarão de recife” – 2008 à esq. e “Grande Branco” – 2016 à direita. Arte mais fluída e gestual.

Tudo isso resultou nas primeiras tentativas de popart que queria explorar.

Porém, diferente de um engenheiro que primeiro pensa no protótipo para depois lançar o produto com os devidos ajustes e melhorias feitos, resolvi ir lançando na internet tudo o que estava produzindo sem qualquer filtro de qualidade.

Eu queria ir testando possibilidades visuais a medida que críticas iam chegando e comentários iam sendo feitos.

A grande maioria dos retornos faziam de imediato comparações com artes daquele artista brasileiro que mora em Miami muito famoso e de forte apelo visual. Mas eu confesso que não via a tal semelhança justamente porque sabia que tudo aquilo estava sendo um balão de testes, uma forma de ir depurando, ajustando e evoluindo com aquela proposta artística.

Entre os que estavam odiando os trabalhos apresentados estavam aqueles que diziam que eu copiava na cara dura o tal artista de Miami.

Enfim, tinha que continuar produzindo sem parar para alcançar um diferencial na minha proposta popart e evoluir com o resultado visual.

O problema é que as possibilidades pareciam se afunilar sem opções de caminhos diferentes

Sentia que havia algum tipo de bloqueio criativo para avançar nas tentativas.

Estava empacado e sem mais opções para continuar naquela proposta.

Não conseguia enxergar como fazer aquele meu estilo popart saltar para mais longe, para começar a ter um diferencial.

Em maio de 2008, enquanto via os preparativos para a instalação de uma das minhas obras popart no salão de entrada do hospital Quarteirão da Saúde em Diadema, tive uma espécie de despertar criativo baseado no comentário de um dos vários artistas que também tinha sido convidado para decorar o hospital com sua arte.

Entre idas e vindas ele parou do meu lado e ficou apreciando toda aquela movimentação dos funcionários que faziam a fixaçao da minha obra popart com a ajuda de andaimes e cordas.

Em um dado momento ele disse “seu trabalho é interessante mas porque você não a fez mais desenhada?”.

Sabe aquela lâmpada que se acende sobre sua cabeça de forma tão rápida que parece um flash de luz? Minha cabeça explodiu com aquele comentário pois a solução que estava buscando, mas não conseguia perceber até aquele momento, sempre esteve na minha frente !

Sempre tive uma forma peculiar de fazer esboços para desenhos conceituais de meus projetos.

Então porque não usá-los para serem a base de minhas poparts?

A partir daquele dia passei a rascunhar muito mais cada projeto popart e usar as linhas soltas de meus esboços como base para as linhas na respectiva popart.

Minhas obras passaram a ser mais gestuais e possuir maior naturalidade nas representações.

Principalmente para a produção de retratos esse diferencial mostrou-se poderoso.

Hoje minhas poparts que ainda baseiam-se em fundo com mosaico de ícones reforçando o tema principal do primeiro plano está mais contida na quantidade de símbolos variados e no excesso de cores.

Atualmente estou procurando deixar o fundo mais homogêneo e menos poluído de ícones variados.

Minha popart de hoje está bem diferente do que era quando comecei lá no ano de 2007 mas continuo querendo evoluir essa proposta testando sempre novas possibilidades durante sua produção.

Busco fazer em cada tema uma representação diferenciada e personalizada.

Uma iniciativa que surgiu a partir de um conceito ecológico foi uma proposta por mim intitulada de popart sustentável.

São artes produzidas a mão sobre material descartado.

É uma arte mais tradicional na sua execução e com aspecto tridimensional .


“Master Bruce” – 2015 , pintura sobre papelão

Dessa forma, quero sempre testar e usar algo novo para potencializar minhas poparts.

Sem comentários

Deixe uma resposta